O padrão da raça determina que a cor do manto de um Yorkshire, deve ser a "dark steel blue" (azul-aço escuro), sendo que as marcações, ou tan, existentes na cabeça,na lateral junto às orelhas, no focinho, nas patas e embaixo do rabinho devem ser de coloração amarelo-dourado luminoso, semelhante à de uma moeda de ouro.
Como toda e qualquer característica, a coloração de um exemplar depende de fatores genéticos e, portanto, um criador deve conhecer a matéria prima que possui e saber qual o caminho que terá de percorrer para obter o que deseja.
Desde 1879, sete anos antes do reconhecimento do Yorkshire Terrier como raça, pelo Kennel Clube da Inglaterra, já havia publicações que se preocupavam em definir a cor correta do padrão da raça.
Muitos matizes foram estabelecidos desde então,como:Bright steel blue - Silver blue inclined to silver - Dark steel - Steel blue - Deep steel e ,finalmente o Silver.
Uma autoridade em cães Herbert Compton criou em 1904, dois padrões de coloração para a raça Yorkshire. O norte da Inglaterra, local de origem da raça, adotou a cor Bright Steel Blue, enquanto o Yorkshire terrier Club,situado no sul da Inglaterra, a cor Dark Steel Blue,not Silver Blue, o qual vem sendo adotado até os dias atuais.
Nas ruas e exposições ,de todo o mundo, podemos ver Yorkies de todas as variedades de tonalidades de coloração. Do prateado ao cinza-claro; cinza médio;cinza escuro ; cinza- aço- escuro e o preto.
Uniformizar a tonalidade da coloração de todo um plantel certamente, será uma tarefa difícil, árdua,demorada e quiçá pretensiosa.
No entanto, um criador seletivo,aceitará o desafio e se empenhará na obtenção da cor considerada ideal, procurando em seus cães os genes corretos e dominantes que possam levá-lo a obter, e, principalmente, manter a coloração ideal determinada pelo padrão.
Num programa seletivo de criação, os Yorkshires tanto claros como escuros são fundamentais.Convém lembrar, que o gene responsável pela diluição da cor preta será o responsável pelo aparecimento de todos os matizes de cinza.
Será a prepotência, ou seja, a capacidade que um exemplar tem de imprimir suas características em seus filhos,que provocará semelhanças mais profundas entre pais e filhos. Mas, para ele seja geneticamente prepotente, em relação a qualquer característica, será necessário que estas sejam controladas por genes dominantes.
A prepotência tem como base genética o grau de homozigose (pureza da raça), e a circunstância de serem, os genes dominantes ou recessivos. A prepotência pode existir tanto para as características desejáveis como para as indesejáveis.
Somente através da consangüinidade é que um criador poderá obter a homozigose e,também esta será a única forma de controle que o mesmo poderá ter sobre a prepotência.
Assim a uniformidade de qualquer característica a ser implantada numa criação dependerá da prepotência dos exemplares escolhidos para uma determinada seleção, relativamente aos genes dominantes existentes.
O Dr Clarence C. Little, autor do livro Inheritance of Coat Coloring Dogs informa que a cor do manto dos Yorkshire é derivada de genes e suas variedades alelomórficas, os quais apresentam similaridades, embora haja eventuais diferenças, como, por exemplo os genes D que fornecem intensa pigmentação e os d que conduzem a diluição da cor.
O Dr Clarence relacionou os genes corretos e os incorretos encontrados na raça Yorkshire relativos à coloração.
A textura, a quantidade e a qualidade da pelagem são outros aspectos que devem ser levados em consideração num exemplar de qualidade.
Quanto à textura temos diversidades quanto à pelagem seda, a seda modificada e a lã ,além da existência de pelos finos e grossos.
A melanina,substância resultante da atividade celular é a responsável pela coloração da pele e do pelo.Quando os pelos são finos, possibilitam com mais facilidade a penetração da luz e conseqüentemente o surgimento de pelagem sedosa e brilhante.Em contrapartida quando o pêlo é espesso ou lanoso, a luz não penetrará tão facilmente fazendo com que os pêlos pareçam opacos e mesmo se embaracem com facilidade.
Com a finalidade de melhor julgar um exemplar, nas exposições caninas que começavam a surgir,foi elaborada uma escala de pontos, no fim do Século XIX. Nela foram relacionados 10 itens que juntos perfariam 100 pontos.
Na referida escala a coloração tinha um peso de l5 pontos,ficando os outros 85 para os demais atributos o que nos levar a concluir que havia outros pontos tão ou mais admiráveis que a coloração.
Uma magnífica pelagem e coloração não compensam nunca uma estrutura negativa.
Vários são os itens que classificam um Yorkshire de qualidade como:ser compacto,ter dorso ao nível,bom comprimento de pescoço, aprumos retos, cabeça refinada, orelhas eretas, bem colocadas, etc, tudo isto completado por uma movimentação elegante,altiva , imponente, além de ser portador de uma pelagem esplendorosa.
Tantas são as controvérsias com relação à coloração que, talvez, um padrão específico para cães mais claros e outro para cães mais escuros evitariam fraudes, como as rinsagens a que são submetidos os cães de coloração clara, quando apresentados em exposições, (o que acredito,não ser possível obter nos cães de pelagem mais escura)
Um filhote de Yorkshire nasce preto com marcações douradas.Através de glândulas responsáveis pela alteração da cor e na dependência da herança recebida de seus antecedentes,um exemplar sofrerá alterações químicas que provocarão modificações em sua coloração, até que alcance a plenitude, numa verdadeira metamorfose..
Fatores recessivos podem provocar, na coloração, falha visível de imediato, como:filhotes que nascem todos dourados; filhotes que já nascem cinza (são filhotes que ficarão com muito pouco pelo,além de ásperos), ou filhotes que nascem parti-colored.
Numa criação estas falhas são de mais fácil eliminação enquanto aquela que só atinja o cão na maturidade é mais complexa:por exemplo o Yorkie de manto preto que nunca se transforma em azul-aço-escuro por um problema recessivo , ou o de manto prateado que apesar de carregar o gene correto, ocorram fatores que o clareiem em excesso, desviando-o da coloração considerada ideal.
Em qualquer raça sempre existe ou existirão discordâncias, entre criadores, acerca do tipo ou padrão ideal.
Em se considerando todos os requisitos necessários a obtenção de um Yorkshhire de qualidade, como anatomia correta,tamanho,movimentação e temperamento acrescido da coloração difícil de ser precisamente descrita e obtida, somado ao trabalho incansável do criador para a obtenção de uma pelagem esplendorosa, arrastando no chão,podemos afirmar que criar a raça é um desafio para qualquer pessoa.
Mas é bom lembrar que o cão perfeito reunindo todas as qualidades necessárias é quase uma utopia.
QUAL A COLORAÇÃO CORRETA NUM YORKIE?
O padrão da raça determina que a cor do manto de um Yorkshire, deve ser a "dark steel blue" (azul-aço escuro), sendo que as marcações, ou tan, existentes na cabeça,na lateral junto às orelhas, no focinho, nas patas e embaixo do rabinho devem ser de coloração amarelo-dourado luminoso, semelhante à de uma moeda de ouro.
Como toda e qualquer característica, a coloração de um exemplar depende de fatores genéticos e, portanto, um criador deve conhecer a matéria prima que possui e saber qual o caminho que terá de percorrer para obter o que deseja.
Desde 1879, sete anos antes do reconhecimento do Yorkshire Terrier como raça, pelo Kennel Clube da Inglaterra, já havia publicações que se preocupavam em definir a cor correta do padrão da raça.
Muitos matizes foram estabelecidos desde então,como:Bright steel blue - Silver blue inclined to silver - Dark steel - Steel blue - Deep steel e ,finalmente o Silver.
Uma autoridade em cães Herbert Compton criou em 1904, dois padrões de coloração para a raça Yorkshire. O norte da Inglaterra, local de origem da raça, adotou a cor Bright Steel Blue, enquanto o Yorkshire terrier Club,situado no sul da Inglaterra, a cor Dark Steel Blue,not Silver Blue, o qual vem sendo adotado até os dias atuais.
Nas ruas e exposições ,de todo o mundo, podemos ver Yorkies de todas as variedades de tonalidades de coloração. Do prateado ao cinza-claro; cinza médio;cinza escuro ; cinza- aço- escuro e o preto.
Uniformizar a tonalidade da coloração de todo um plantel certamente, será uma tarefa difícil, árdua,demorada e quiçá pretensiosa.
No entanto, um criador seletivo,aceitará o desafio e se empenhará na obtenção da cor considerada ideal, procurando em seus cães os genes corretos e dominantes que possam levá-lo a obter, e, principalmente, manter a coloração ideal determinada pelo padrão.
Num programa seletivo de criação, os Yorkshires tanto claros como escuros são fundamentais.Convém lembrar, que o gene responsável pela diluição da cor preta será o responsável pelo aparecimento de todos os matizes de cinza.
Será a prepotência, ou seja, a capacidade que um exemplar tem de imprimir suas características em seus filhos,que provocará semelhanças mais profundas entre pais e filhos. Mas, para ele seja geneticamente prepotente, em relação a qualquer característica, será necessário que estas sejam controladas por genes dominantes.
A prepotência tem como base genética o grau de homozigose (pureza da raça), e a circunstância de serem, os genes dominantes ou recessivos. A prepotência pode existir tanto para as características desejáveis como para as indesejáveis.
Somente através da consangüinidade é que um criador poderá obter a homozigose e,também esta será a única forma de controle que o mesmo poderá ter sobre a prepotência.
Assim a uniformidade de qualquer característica a ser implantada numa criação dependerá da prepotência dos exemplares escolhidos para uma determinada seleção, relativamente aos genes dominantes existentes.
O Dr Clarence C. Little, autor do livro Inheritance of Coat Coloring Dogs informa que a cor do manto dos Yorkshire é derivada de genes e suas variedades alelomórficas, os quais apresentam similaridades, embora haja eventuais diferenças, como, por exemplo os genes D que fornecem intensa pigmentação e os d que conduzem a diluição da cor.
O Dr Clarence relacionou os genes corretos e os incorretos encontrados na raça Yorkshire relativos à coloração.
A textura, a quantidade e a qualidade da pelagem são outros aspectos que devem ser levados em consideração num exemplar de qualidade.
Quanto à textura temos diversidades quanto à pelagem seda, a seda modificada e a lã ,além da existência de pelos finos e grossos.
A melanina,substância resultante da atividade celular é a responsável pela coloração da pele e do pelo.Quando os pelos são finos, possibilitam com mais facilidade a penetração da luz e conseqüentemente o surgimento de pelagem sedosa e brilhante.Em contrapartida quando o pêlo é espesso ou lanoso, a luz não penetrará tão facilmente fazendo com que os pêlos pareçam opacos e mesmo se embaracem com facilidade.
Com a finalidade de melhor julgar um exemplar, nas exposições caninas que começavam a surgir,foi elaborada uma escala de pontos, no fim do Século XIX. Nela foram relacionados 10 itens que juntos perfariam 100 pontos.
Na referida escala a coloração tinha um peso de l5 pontos,ficando os outros 85 para os demais atributos o que nos levar a concluir que havia outros pontos tão ou mais admiráveis que a coloração.
Uma magnífica pelagem e coloração não compensam nunca uma estrutura negativa.
Vários são os itens que classificam um Yorkshire de qualidade como:ser compacto,ter dorso ao nível,bom comprimento de pescoço, aprumos retos, cabeça refinada, orelhas eretas, bem colocadas, etc, tudo isto completado por uma movimentação elegante,altiva , imponente, além de ser portador de uma pelagem esplendorosa.
Tantas são as controvérsias com relação à coloração que, talvez, um padrão específico para cães mais claros e outro para cães mais escuros evitariam fraudes, como as rinsagens a que são submetidos os cães de coloração clara, quando apresentados em exposições, (o que acredito,não ser possível obter nos cães de pelagem mais escura)
Um filhote de Yorkshire nasce preto com marcações douradas.Através de glândulas responsáveis pela alteração da cor e na dependência da herança recebida de seus antecedentes,um exemplar sofrerá alterações químicas que provocarão modificações em sua coloração, até que alcance a plenitude, numa verdadeira metamorfose..
Fatores recessivos podem provocar, na coloração, falha visível de imediato, como:filhotes que nascem todos dourados; filhotes que já nascem cinza (são filhotes que ficarão com muito pouco pelo,além de ásperos), ou filhotes que nascem parti-colored.
Numa criação estas falhas são de mais fácil eliminação enquanto aquela que só atinja o cão na maturidade é mais complexa:por exemplo o Yorkie de manto preto que nunca se transforma em azul-aço-escuro por um problema recessivo , ou o de manto prateado que apesar de carregar o gene correto, ocorram fatores que o clareiem em excesso, desviando-o da coloração considerada ideal.
Em qualquer raça sempre existe ou existirão discordâncias, entre criadores, acerca do tipo ou padrão ideal.
Em se considerando todos os requisitos necessários a obtenção de um Yorkshhire de qualidade, como anatomia correta,tamanho,movimentação e temperamento acrescido da coloração difícil de ser precisamente descrita e obtida, somado ao trabalho incansável do criador para a obtenção de uma pelagem esplendorosa, arrastando no chão,podemos afirmar que criar a raça é um desafio para qualquer pessoa.
Mas é bom lembrar que o cão perfeito reunindo todas as qualidades necessárias é quase uma utopia.
QUAL A COLORAÇÃO CORRETA NUM YORKIE?
O padrão da raça determina que a cor do manto de um Yorkshire, deve ser a "dark steel blue" (azul-aço escuro), sendo que as marcações, ou tan, existentes na cabeça,na lateral junto às orelhas, no focinho, nas patas e embaixo do rabinho devem ser de coloração amarelo-dourado luminoso, semelhante à de uma moeda de ouro.
Como toda e qualquer característica, a coloração de um exemplar depende de fatores genéticos e, portanto, um criador deve conhecer a matéria prima que possui e saber qual o caminho que terá de percorrer para obter o que deseja.
Desde 1879, sete anos antes do reconhecimento do Yorkshire Terrier como raça, pelo Kennel Clube da Inglaterra, já havia publicações que se preocupavam em definir a cor correta do padrão da raça.
Muitos matizes foram estabelecidos desde então,como:Bright steel blue - Silver blue inclined to silver - Dark steel - Steel blue - Deep steel e ,finalmente o Silver.
Uma autoridade em cães Herbert Compton criou em 1904, dois padrões de coloração para a raça Yorkshire. O norte da Inglaterra, local de origem da raça, adotou a cor Bright Steel Blue, enquanto o Yorkshire terrier Club,situado no sul da Inglaterra, a cor Dark Steel Blue,not Silver Blue, o qual vem sendo adotado até os dias atuais.
Nas ruas e exposições ,de todo o mundo, podemos ver Yorkies de todas as variedades de tonalidades de coloração. Do prateado ao cinza-claro; cinza médio;cinza escuro ; cinza- aço- escuro e o preto.
Uniformizar a tonalidade da coloração de todo um plantel certamente, será uma tarefa difícil, árdua,demorada e quiçá pretensiosa.
No entanto, um criador seletivo,aceitará o desafio e se empenhará na obtenção da cor considerada ideal, procurando em seus cães os genes corretos e dominantes que possam levá-lo a obter, e, principalmente, manter a coloração ideal determinada pelo padrão.
Num programa seletivo de criação, os Yorkshires tanto claros como escuros são fundamentais.Convém lembrar, que o gene responsável pela diluição da cor preta será o responsável pelo aparecimento de todos os matizes de cinza.
Será a prepotência, ou seja, a capacidade que um exemplar tem de imprimir suas características em seus filhos,que provocará semelhanças mais profundas entre pais e filhos. Mas, para ele seja geneticamente prepotente, em relação a qualquer característica, será necessário que estas sejam controladas por genes dominantes.
A prepotência tem como base genética o grau de homozigose (pureza da raça), e a circunstância de serem, os genes dominantes ou recessivos. A prepotência pode existir tanto para as características desejáveis como para as indesejáveis.
Somente através da consangüinidade é que um criador poderá obter a homozigose e,também esta será a única forma de controle que o mesmo poderá ter sobre a prepotência.
Assim a uniformidade de qualquer característica a ser implantada numa criação dependerá da prepotência dos exemplares escolhidos para uma determinada seleção, relativamente aos genes dominantes existentes.
O Dr Clarence C. Little, autor do livro Inheritance of Coat Coloring Dogs informa que a cor do manto dos Yorkshire é derivada de genes e suas variedades alelomórficas, os quais apresentam similaridades, embora haja eventuais diferenças, como, por exemplo os genes D que fornecem intensa pigmentação e os d que conduzem a diluição da cor.
O Dr Clarence relacionou os genes corretos e os incorretos encontrados na raça Yorkshire relativos à coloração.
A textura, a quantidade e a qualidade da pelagem são outros aspectos que devem ser levados em consideração num exemplar de qualidade.
Quanto à textura temos diversidades quanto à pelagem seda, a seda modificada e a lã ,além da existência de pelos finos e grossos.
A melanina,substância resultante da atividade celular é a responsável pela coloração da pele e do pelo.Quando os pelos são finos, possibilitam com mais facilidade a penetração da luz e conseqüentemente o surgimento de pelagem sedosa e brilhante.Em contrapartida quando o pêlo é espesso ou lanoso, a luz não penetrará tão facilmente fazendo com que os pêlos pareçam opacos e mesmo se embaracem com facilidade.
Com a finalidade de melhor julgar um exemplar, nas exposições caninas que começavam a surgir,foi elaborada uma escala de pontos, no fim do Século XIX. Nela foram relacionados 10 itens que juntos perfariam 100 pontos.
Na referida escala a coloração tinha um peso de l5 pontos,ficando os outros 85 para os demais atributos o que nos levar a concluir que havia outros pontos tão ou mais admiráveis que a coloração.
Uma magnífica pelagem e coloração não compensam nunca uma estrutura negativa.
Vários são os itens que classificam um Yorkshire de qualidade como:ser compacto,ter dorso ao nível,bom comprimento de pescoço, aprumos retos, cabeça refinada, orelhas eretas, bem colocadas, etc, tudo isto completado por uma movimentação elegante,altiva , imponente, além de ser portador de uma pelagem esplendorosa.
Tantas são as controvérsias com relação à coloração que, talvez, um padrão específico para cães mais claros e outro para cães mais escuros evitariam fraudes, como as rinsagens a que são submetidos os cães de coloração clara, quando apresentados em exposições, (o que acredito,não ser possível obter nos cães de pelagem mais escura)
Um filhote de Yorkshire nasce preto com marcações douradas.Através de glândulas responsáveis pela alteração da cor e na dependência da herança recebida de seus antecedentes,um exemplar sofrerá alterações químicas que provocarão modificações em sua coloração, até que alcance a plenitude, numa verdadeira metamorfose..
Fatores recessivos podem provocar, na coloração, falha visível de imediato, como:filhotes que nascem todos dourados; filhotes que já nascem cinza (são filhotes que ficarão com muito pouco pelo,além de ásperos), ou filhotes que nascem parti-colored.
Numa criação estas falhas são de mais fácil eliminação enquanto aquela que só atinja o cão na maturidade é mais complexa:por exemplo o Yorkie de manto preto que nunca se transforma em azul-aço-escuro por um problema recessivo , ou o de manto prateado que apesar de carregar o gene correto, ocorram fatores que o clareiem em excesso, desviando-o da coloração considerada ideal.
Em qualquer raça sempre existe ou existirão discordâncias, entre criadores, acerca do tipo ou padrão ideal.
Em se considerando todos os requisitos necessários a obtenção de um Yorkshhire de qualidade, como anatomia correta,tamanho,movimentação e temperamento acrescido da coloração difícil de ser precisamente descrita e obtida, somado ao trabalho incansável do criador para a obtenção de uma pelagem esplendorosa, arrastando no chão,podemos afirmar que criar a raça é um desafio para qualquer pessoa.
Mas é bom lembrar que o cão perfeito reunindo todas as qualidades necessárias é quase uma utopia.
QUAL A COLORAÇÃO CORRETA NUM YORKIE?
O padrão da raça determina que a cor do manto de um Yorkshire, deve ser a "dark steel blue" (azul-aço escuro), sendo que as marcações, ou tan, existentes na cabeça,na lateral junto às orelhas, no focinho, nas patas e embaixo do rabinho devem ser de coloração amarelo-dourado luminoso, semelhante à de uma moeda de ouro.
Como toda e qualquer característica, a coloração de um exemplar depende de fatores genéticos e, portanto, um criador deve conhecer a matéria prima que possui e saber qual o caminho que terá de percorrer para obter o que deseja.
Desde 1879, sete anos antes do reconhecimento do Yorkshire Terrier como raça, pelo Kennel Clube da Inglaterra, já havia publicações que se preocupavam em definir a cor correta do padrão da raça.
Muitos matizes foram estabelecidos desde então,como:Bright steel blue - Silver blue inclined to silver - Dark steel - Steel blue - Deep steel e ,finalmente o Silver.
Uma autoridade em cães Herbert Compton criou em 1904, dois padrões de coloração para a raça Yorkshire. O norte da Inglaterra, local de origem da raça, adotou a cor Bright Steel Blue, enquanto o Yorkshire terrier Club,situado no sul da Inglaterra, a cor Dark Steel Blue,not Silver Blue, o qual vem sendo adotado até os dias atuais.
Nas ruas e exposições ,de todo o mundo, podemos ver Yorkies de todas as variedades de tonalidades de coloração. Do prateado ao cinza-claro; cinza médio;cinza escuro ; cinza- aço- escuro e o preto.
Uniformizar a tonalidade da coloração de todo um plantel certamente, será uma tarefa difícil, árdua,demorada e quiçá pretensiosa.
No entanto, um criador seletivo,aceitará o desafio e se empenhará na obtenção da cor considerada ideal, procurando em seus cães os genes corretos e dominantes que possam levá-lo a obter, e, principalmente, manter a coloração ideal determinada pelo padrão.
Num programa seletivo de criação, os Yorkshires tanto claros como escuros são fundamentais.Convém lembrar, que o gene responsável pela diluição da cor preta será o responsável pelo aparecimento de todos os matizes de cinza.
Será a prepotência, ou seja, a capacidade que um exemplar tem de imprimir suas características em seus filhos,que provocará semelhanças mais profundas entre pais e filhos. Mas, para ele seja geneticamente prepotente, em relação a qualquer característica, será necessário que estas sejam controladas por genes dominantes.
A prepotência tem como base genética o grau de homozigose (pureza da raça), e a circunstância de serem, os genes dominantes ou recessivos. A prepotência pode existir tanto para as características desejáveis como para as indesejáveis.
Somente através da consangüinidade é que um criador poderá obter a homozigose e,também esta será a única forma de controle que o mesmo poderá ter sobre a prepotência.
Assim a uniformidade de qualquer característica a ser implantada numa criação dependerá da prepotência dos exemplares escolhidos para uma determinada seleção, relativamente aos genes dominantes existentes.
O Dr Clarence C. Little, autor do livro Inheritance of Coat Coloring Dogs informa que a cor do manto dos Yorkshire é derivada de genes e suas variedades alelomórficas, os quais apresentam similaridades, embora haja eventuais diferenças, como, por exemplo os genes D que fornecem intensa pigmentação e os d que conduzem a diluição da cor.
O Dr Clarence relacionou os genes corretos e os incorretos encontrados na raça Yorkshire relativos à coloração.
A textura, a quantidade e a qualidade da pelagem são outros aspectos que devem ser levados em consideração num exemplar de qualidade.
Quanto à textura temos diversidades quanto à pelagem seda, a seda modificada e a lã ,além da existência de pelos finos e grossos.
A melanina,substância resultante da atividade celular é a responsável pela coloração da pele e do pelo.Quando os pelos são finos, possibilitam com mais facilidade a penetração da luz e conseqüentemente o surgimento de pelagem sedosa e brilhante.Em contrapartida quando o pêlo é espesso ou lanoso, a luz não penetrará tão facilmente fazendo com que os pêlos pareçam opacos e mesmo se embaracem com facilidade.
Com a finalidade de melhor julgar um exemplar, nas exposições caninas que começavam a surgir,foi elaborada uma escala de pontos, no fim do Século XIX. Nela foram relacionados 10 itens que juntos perfariam 100 pontos.
Na referida escala a coloração tinha um peso de l5 pontos,ficando os outros 85 para os demais atributos o que nos levar a concluir que havia outros pontos tão ou mais admiráveis que a coloração.
Uma magnífica pelagem e coloração não compensam nunca uma estrutura negativa.
Vários são os itens que classificam um Yorkshire de qualidade como:ser compacto,ter dorso ao nível,bom comprimento de pescoço, aprumos retos, cabeça refinada, orelhas eretas, bem colocadas, etc, tudo isto completado por uma movimentação elegante,altiva , imponente, além de ser portador de uma pelagem esplendorosa.
Tantas são as controvérsias com relação à coloração que, talvez, um padrão específico para cães mais claros e outro para cães mais escuros evitariam fraudes, como as rinsagens a que são submetidos os cães de coloração clara, quando apresentados em exposições, (o que acredito,não ser possível obter nos cães de pelagem mais escura)
Um filhote de Yorkshire nasce preto com marcações douradas.Através de glândulas responsáveis pela alteração da cor e na dependência da herança recebida de seus antecedentes,um exemplar sofrerá alterações químicas que provocarão modificações em sua coloração, até que alcance a plenitude, numa verdadeira metamorfose..
Fatores recessivos podem provocar, na coloração, falha visível de imediato, como:filhotes que nascem todos dourados; filhotes que já nascem cinza (são filhotes que ficarão com muito pouco pelo,além de ásperos), ou filhotes que nascem parti-colored.
Numa criação estas falhas são de mais fácil eliminação enquanto aquela que só atinja o cão na maturidade é mais complexa:por exemplo o Yorkie de manto preto que nunca se transforma em azul-aço-escuro por um problema recessivo , ou o de manto prateado que apesar de carregar o gene correto, ocorram fatores que o clareiem em excesso, desviando-o da coloração considerada ideal.
Em qualquer raça sempre existe ou existirão discordâncias, entre criadores, acerca do tipo ou padrão ideal.
Em se considerando todos os requisitos necessários a obtenção de um Yorkshhire de qualidade, como anatomia correta,tamanho,movimentação e temperamento acrescido da coloração difícil de ser precisamente descrita e obtida, somado ao trabalho incansável do criador para a obtenção de uma pelagem esplendorosa, arrastando no chão,podemos afirmar que criar a raça é um desafio para qualquer pessoa.
Mas é bom lembrar que o cão perfeito reunindo todas as qualidades necessárias é quase uma utopia.
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